quarta-feira, 22 de março de 2017

Como fazer uma criança se concentrar?

Primeira coisa é tirando as distrações. Geralmente, no momento das refeições, quando meu filho tinha 2 e 3 anos, ele já conseguia comer sozinho (parcialmente), nós comíamos na mesa da sala de jantar, todos juntos, conforme manda o figurino.

No entanto, a nossa mesa fica no mesmo ambiente da sala de estar com a televisão e de frente ao corredor de acesso aos quartos (onde ficam os brinquedos). Resultado, demorava uma eternidade para meu filho comer, a todo instante uma nova distração. Nós tentávamos ficar na mesa até o final da refeição dele, mesmo quando já tínhamos terminado, só para ele não pensar que podia sair da mesa. Mas, nada funcionava, sempre se distraía!

Até que um dia percebi que na casa de sua avó, onde a mesa fica na cozinha, ele se concentrava bastante e comia rapidinho junto com os primos. Resolvi fazer o teste na minha casa. A partir deste dia, as refeições da família começaram a serem feitas na mesinha da cozinha, bem apertada, mas bem funcional.

Na cozinha não havia muitos atrativos para meu filho, então agregando ao fato de ele já ter 4 anos de idade, ele já tinha mais habilidade para comer sozinho, comer na cozinha foi a solução. Atualmente, ele está com 5 anos e neste último ano tem melhorado bastante a rotina de alimentação do meu filho. Claro que de vez em quando acontece algum evento fora da cozinha que chama a atenção dele, mas  é mais difícil, com isso ele está comendo muito mais concentrado.

Tentamos aplicar a mesma ideia de concentração no momento de fazer a tarefa de casa, assim nós colocamos todos os dias, ele sempre no mesmo local para fazer as atividades. Antes a gente ficava mudando de ambiente, ele se distraía muito e demorava demais para fazer a tarefa.

Tem criança na cozinha
DICA:
Faz poucos dias, comprei um livro de culinária para ele. Vou tentar ver se ele se interessa por outros alimentos, à medida que ele for preparando. O livro se chama "Tem criança na cozinha: Culinária Divertida". Geralmente a gente faz biscoitos amanteigados, bolos e cuscuz juntos e ele gosta bastante.

Sobre o Livro (17/04/2017):
Faz quase 1 mês que comprei este livro, fiz 4 receitas com meu filho, o que percebi que as receitas são fáceis de fazer, no entanto, há alguns erros no modo de preparar e está faltando alguns ingredientes de algumas receitas, então é bom ficar atento. No mais, as receitas são realmente gostosas e meu filho está bem mais interessado nos alimentos que come, gostei bastante!

Vejam o resultado de algumas receitas que preparamos:
Receita de Batata Rosti
Receita de Charutos de Alface







sexta-feira, 10 de março de 2017

Como ensinar o não?

Um bebê de 6 meses, começando a engatinhar, começa a explorar a sua casa e tudo o que está ao seu redor. De repente encontra um objeto proibido e todos olham para a criança e dizem: Não!

O que se passa na mente daquele bebê? Aos poucos, ele percebe que sempre que se aproxima daquele mesmo lugar, o "não" aparece. Então, o bebê começa a identificar padrões e depois de alguns meses, antes mesmo de tocar o objeto proibido, procura pelos olhos do cuidador, para saber se está observando seus atos e então já espera pelo "não".

Alguns meses depois, até um sorriso pode aparecer antes de ele tocar no objeto proibido, muitas vezes a tentação é grande e ele faz o possível para tocá-lo.

Esse sorriso que o bebê faz, muitas vezes é interpretado por um adulto como sendo algo sarcástico, mas na verdade não é. Ele ainda não sabe nem o que é isso. Então, nada de ficar tirando conclusões sobre a personalidade da criança e criando rótulos.

Quando a criança já compreende a linguagem e o "não" já é familiar, muitas vezes por pressa, os pais evitam justificar o motivo pelo qual a criança não pode fazer algo, com respostas simples: Porque não! Porque eu não quero! Porque não pode! Assim, provavelmente, estas respostas vão fazer com que os problemas sejam recorrentes, pois não fica claro para a criança o porquê do não.

Uma forma que eu utilizo bastante é tentar sempre explicar de forma simplificada, os motivos pelos quais eu não quero que ela faça uma determinada ação. Sempre tento dar um exemplo sobre algo que ela compreende e geralmente o "não" é bem aceito.

"Uma vez meu filho chegou da escola falando que um amigo dele havia chamado ele de 'abóbora'. Então, eu precisei explicar a ele que uma coisa não pode ser outra coisa. Por exemplo, mostrei para ele a porta da sala e perguntei se aquela porta poderia ser uma borboleta, neste momento ele riu e disse claro que não, a porta não voa, mas a borboleta voa. No dia seguinte, ele explicou para o amigo que ele não podia ser uma abóbora, pois ele não um vegetal. Então, as coisas se resolveram."

"Outra vez meu filho quis ir para a piscina sem a boia de proteção, tentei várias vezes explicar para ele porque eu não deixava ele entrar sem a boia, mas ele insistia. Até que ele precisou de uma prova de que o que eu estava falando era verdade. Então, entrei com ele na piscina e por um instante ele pediu para eu soltá-lo e em seguida segurei ele rapidamente. Resultado, teve que engolir um pouco de água para perceber que eu estava só querendo protegê-lo. A partir deste dia, não houve mais discussões se ele iria ou não usar a boia."
Naturalmente, haverá situações que não vamos conseguir explicar, pois há coisas que são complexas para a criança entender dependendo da idade dela. Mas, é sempre bom se esforçar para tentar mostrar o porquê das coisas, assim a criança vai criando confiança nos pais.



A Mente da Criança

Uma criança chorando, o que será que aconteceu? Como fazer para ela parar de chorar? O que está acontecendo dentro da mente da criança.

O choro pode ter vários sentidos, dependendo da idade da criança, da intensidade, do som, entre outras coisas, ele pode ter diferentes significados.

Quando um bebê recém nascido chora, a mãe precisa entender cada choro, pois eles podem representar diferentes necessidades da criança: fome, dor, cólica, sono, desconforto, etc.

Quando uma criança que já sabe falar chora, pode ser por birra, chamar atenção, demonstrar um desejo por algo, dor, decepção ou até mesmo tristeza por não ter conseguido algo que ela se achava capaz.

A mente da criança, quando ela está insistindo para que a mãe compre algo ou porque quer assistir mais um desenho antes de dormir, está produzindo hormônios, os quais impedem que a criança compreenda o que a mãe está dizendo e fique insistindo progressivamente. Quando o desejo não é atendido, geralmente a criança reage com o choro e não para de chorar até conseguir o que deseja.

Um coisa que pode ser feita é tentar desviar a atenção da criança para outra situação e fazê-la esquecer daquele problema.

Um exemplo que às vezes funciona, é fazer perguntas sobre o que a criança fez no parque ou fazer piadas para a criança, então aquele momento de transtorno se transforma em diversão.

Quando o choro é causado por dor, tristeza ou decepção, uma boa maneira de lidar com isso é demonstrar para a criança que está ciente da sua dor, fazer perguntas sobre o que mais a incomoda e se possível dar um abraço forte e fazer carinho até que ela se acalme. Quando é uma ferida, às vezes um simples beijo resolve.

O lado bom do "pum"

Na década de 80, quando eu era apenas uma criança, soltar um "pum" na frente de um adulto ou de outra criança era motivo para muita reclamação. Cresci pensando que o "pum" não deveria existir, até pensei em evitar, quando descobri que poderia causar problemas de prisão de ventre.

Hoje, mãe de 2 filhos, descubro o lado bom do tão falado e criticado "pum". Quando o bebê nasce, muitos apresentam cólicas, as quais são causadas por gases, que estão presos dentro do intestino do bebê. Para aliviar estas dores, as mães podem estimular a criança a soltar "pum".

Nossa! Que incrível, agora soltar "pum" é uma coisa necessária e quando o bebê não solta, muito choro e noites mal dormidas virão.

Aprendi vários exercícios fisioterapêuticos para eliminar os gases, que funcionaram com meus filhos. Primeiramente, tem que deitar o bebê em um local confortável, em seguida fazer os seguintes movimentos abaixo devagar e com muita calma:

  • Fazer bicicletinha com as perninhas do bebê;
  • Fazer massagem em forma de ondinhas, no sentido horário, no abdômen do bebê;
  • Fazer movimentos com as pernas do bebê para cima e para baixo.
Obs.: Consulte sempre seu pediatra antes de fazer estes movimentos, pois cada bebê é diferente e pode ter alguma limitação.

Aprender Brincando

Brincar é Aprender! Porque se aprende brincando. Na vida, o que se faz por prazer fica marcado. Assim, para as crianças, que têm sede por brincar, muita curiosidade por conhecer todas as coisas ao seu redor, nada melhor do que brincar.

Para cada idade existe a brincadeira ou o brinquedo ideal. As crianças são estimuladas a todo momento. Seja na hora de comer, na hora do banho, na hora de se vestir, etc. Algumas brincadeiras simples e que trazem bastante conhecimento:

  • Até 1 ano: Brincar de se esconder e achou, permite identificar sua identidade.
  • Até 2 anos: Brincar de encaixe, permite aprender sobre formas e seus limites.
  • Até 3 anos: Brincar de quebra-cabeça, permite reconhecer padrões.
  • Até 4 anos: Brincar de jogos de amarelinha, permite aprender a contar.
  • Até 5 anos: Brincar de jogos em equipe, permite saber lidar com o perder ou vencer.

Brincadeiras Educativas são aquelas que utilizam recursos utilizados na escola (letras, números, elementos da natureza), referenciando as disciplinas básicas, como matemática, lingua ou ciência. Existem vários jogos de formação de palavras, de contagem de números, livros com brinquedos, etc.



Algumas dicas de brincadeiras que fazemos com nossos filhos de 1 e de 5 anos:

  • A partir de 2 anos: Desenhar formas geométricas com os pés na areia da praia ou parques. Na forma de um triângulo, 2 pessoas ficam em 2 pontas, pedir para a criança tentar pegar o adulto, só podendo caminhar pelas arestas até as vértices.
  • A partir de 2 anos: Tapetes de borracha com letras ou números. Com as letras pode-se pedir para a criança formar seu nome ou nome dos pais. Com os números pode aprender a contar e formar números maiores com 2 ou mais dígitos.
  • A partir de 3 anos: Quadro negro. Permite melhorar a escrita e a coordenação motora para desenhar. A criança consegue desenhar seus personagens favoritos instigando a criatividade.
  • A partir de 3 ou 4 anos: Histórias com bonecos. Criar histórias com os bonecos favoritos, usar os blocos de montar para fazer uma cidade e usar os carrinhos como veículos, faz com que a criança crie um mundo imaginário, melhorando a linguagem e interação com os pais.
Geralmente compramos jogos educativos como quebra-cabeça, caça-palavras, caixa-encaixa, silábicos, livros-brinquedo etc.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Mitos sobre a Maternidade

Embora o papel de mãe já exista desde o início da humanidade, mãe no sentido do ser que dá a luz a um filho, ainda hoje há muito mitos, que toda mãe de primeira viagem sempre escuta. Quem já escutou algum conselho ou opinião quando estava grávida e percebeu depois que era apenas um mito?

Mitos estes, que muitas vezes que são falados sem a menor intenção de prejudicar. No entanto, certos mitos geram ansiedade, angústia e até mesmo medo de ser mãe.

Uma coisa que aprendi é que somos a mãe que aprendemos a ser, seja esta mãe um reflexo da própria mãe, ou a mãe espelhada nas avós ou até mesmo a mãe da melhor amiga. Quem sabe até a mãe que existia no filme ou novela preferida. Então, uma mãe é construída ao longo do tempo que uma menina nasce, cresce e então se torna mãe.

Muitas pessoas tem o hábito de replicar o que escuta, sem analisar, sem pensar no que se diz, pela simples necessidade de falar algo com alguém que acabou de conhecer. Então, por exemplo, se alguém está em um consultório médico e encontra uma gestante, essa pessoa faz várias perguntas padrões, como: quantos meses ou semanas, qual o sexo do bebê, etc. Dependendo das respostas, outras perguntas padrões dão continuidade ao diálogo. 

Neste momento em que as perguntas padrões surgem é que mora o perigo, pois é, geralmente, neste diálogo padrão que os mitos aparecem. Quando é uma gestante de primeira viagem, medos são inseridos sobre o parto, sobre os cuidados com o bebê, sobre a vida com o esposo, sobre a rotina da casa, etc. Estes mitos, dependendo de quem os escuta, podem ajudar, pois servem de alerta (ainda que não sejam verdade) ou podem criar algum pânico.

Um conselho que dou para alguma gestante que esteja lendo este texto é que não se preocupe tanto com o que escuta, deixe seu bebê nascer e conheça como será sua rotina, como será o seu bebê, como será os seus cuidados com ele. 

Não viva hoje as promessas sobre o futuro, lembre-se, o presente é o agora e este sim poderá ser vivido intensamente. Curta sua gravidez hoje e aproveite ao máximo os momentos com seu bebê, isto sim será real e importante para sua vida.