terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Amizades são como plantas?

Outro dia estava aguando meu jarro de flores e pensei: "Este cuidado que estou tendo com estas flores é equivalente ao que temos que ter com nossas amizades, se não cuidarmos, aos poucos elas vão murchando e depois podem não existir mais."

Vaso de Flores
Na primeira semana de janeiro, fiz uma viagem sem planejar, então eu ia voltar pra casa em 2 dias e acabei passando 6 dias fora. Quando voltei, o meu jarro de flores, o único que mantenho em meu apartamento, estava todo murcho, parecia que tinha morrido, já não tinha nenhuma flor e os galhos estavam moles.

Estas flores, ganhei de uma colega, mas não sei o nome, a única coisa que sei é que ela só precisa de água todos os dias. Aceitei cuidar, já que colocar água é uma coisa bem simples. Outro dia estava viajando no interior, em Bonito-PE, e encontrei várias dela em um jardim, me lembrei imediatamente da minha planta. Do mesmo jeito acontece quando vemos alguma coisa que referencie um amigo, rapidamente lembramos.

Jardim em Bonito/PE

Hoje, depois de passar 10 dias cuidando das flores, sem esquecer nenhum dia de aguar, elas já não estão mais murchas e agora estou esperando para ver quando vai florescer novamente. 

Hoje

Assim é como vejo a amizade, se a gente não cuidar, aos poucos ela vai murchando e se não fizermos nada, ela poderá acabar. Mas, se mesmo quando murchar, dedicarmos um pouco de atenção, aos poucos a amizade vai se fortalecendo. Em boa parte da minha vida, eu tive poucos amigos, então era muito fácil de dar atenção e dedicar tempo a eles. 

Hoje em dia, depois do nascimento de meus filhos, consegui um círculo de amizade bem mais amplos, já que frequentemente os pais dos amiguinhos deles nos convidam para passear, com o pretexto das crianças brincarem juntas. Naturalmente, depois de vários encontros, fizemos uma amizade mais profunda com algumas famílias. Tenho gostado deste contato, mas às vezes fica difícil de gerenciar com qual família iremos nos encontrar, pois nem sempre elas fazem parte dos mesmos círculos de amizade, logo não dá para juntar todo mundo facilmente.

Aos poucos, estou conseguindo priorizar o que é mais importante para mim e para minha família, desta forma tenho fortalecido cada vez mais os laços com os amigos de verdade, que mesmo quando a amizade murcha, depois de um pouco de contato, as coisas voltam a ser como eram antes e a amizade fica cada vez mais forte. 

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Como você usa a sua alegria?

Sim! Podemos estar alegres ou não, isso depende muito do seu estado de humor no dia a dia. Muitas vezes nos deparamos com situações, que nem sempre conseguimos nos controlar e acabamos nos estressando rapidamente. Hoje, com dois filhos, resolver conflitos entre as crianças é algo corriqueiro. Nem sempre tenho a paciência que gostaria de ter quando isso acontece.

Certa vez, conversando com um amigo, ele estava numa época bem alegre na vida dele e ele disse que aquela alegria estava mudando a forma como ele lidava com a filha, nos momentos de conflitos.  Ele disse que estava tendo mais paciência e humor para conversar e entender o motivo que a criança estava chorando.

Quando estou bem comigo mesma, naturalmente meu humor e paciência melhoram. Comecei a usar o meu bom humor para resolver alguns conflitos das crianças. Teve um dia que meu filho menor (3 anos) estava sem querer tomar banho antes de dormir, ele estava gritando e nada parecia resolver. Naquele momento, a primeira coisa que fiz foi dar um abraço nele e perguntei o que ele precisava. Ele falava de uma forma rápida, que não dava para compreender, depois de um tempo consegui repetir o que ele estava falando e naturalmente ele se acalmou. Era algo muito simples, ele queria encontrar uns brinquedos específicos e levar para o banho, então quando colocamos ele no banheiro sem aqueles brinquedos, ele entrou em desespero. Durante essa conversa eu usei a minha alegria, me molhei junto com ele e dei risadas por estar molhando minha roupa, então aquele rostinho triste começou a achar graça no banho e até esqueceu dos brinquedos. Saímos felizes do banho e a noite terminou muito bem.

E como podemos melhorar nosso humor, depois de um dia de trabalho, quando já estamos cansados e só queremos dormir cedo, resolver conflitos durante o banho antes de dormir não é um bom momento. Nem sempre estou de bom humor, como estava naquele dia do banho. Mas, percebi que depois de algumas aulas de Yoga e um pouco de meditação 2 vezes por semana, tem deixado minha mente mais relaxada. Acho que a principal diferença que tenho sentido é que agora consigo ter um tempo para mim. Algo bem raro depois da maternidade.

Quando estou praticando a meditação, é o único momento que estou só comigo mesma e dou tempo para meus pensamentos se acalmarem. Pois, geralmente estou o tempo todo pensando na próxima coisa que tenho que fazer e me julgando pelo que deixei de fazer.

E então, como você vai usar sua alegria hoje? :D

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Os filhos crescem e novos desafios também

Certo dia nos deparamos com uma situação bem complicada, algo que não estávamos esperando e tivemos que encontrar a melhor forma de resolver.
Estávamos prontos para ir à praia, era um dia especial, pois era o dia do aniversário da madrinha do meu filho mais velho. Então, eu e meu esposo tínhamos decidido não levar as crianças para escola. No entanto, quando faltava pouco tempo para sairmos, falamos para as crianças que iríamos à praia e que eles não iriam para escola. Neste momento, meu filho mais velho (8 anos), que estava assistindo um desenho, se levantou e começou a chorar desesperadamente. Achamos que ele não queria sair de casa, pois iria querer continuar assistindo o desenho. Falamos com ele que era o aniversário da madrinha dele, falamos que ele podia assistir em outro momento, mas nada adiantava, nenhum argumento era suficiente para ele se acalmar. E ficamos sem entender, porque aquele desenho era tão importante.

Como estava tudo confuso, pedi para conversar com ele em particular, foi quando ele finalmente parou de chorar e conseguiu me explicar o que estava acontecendo. Ele disse que gostaria de ir para escola, pois a segunda-feira era um dia especial para ele, já que era o único dia da semana em que ele poderia levar brinquedos. Além disso, tinha aula de robótica, que ele gosta muito. Então, ele estava muito triste por não poder ir à escola. Neste momento, pedi para ele decidir, se iria para a praia com a gente ou iria para escola. Ele ficou muito desesperado, pois não sabia como decidir, já que na praia seria o aniversário da madrinha, ele iria brincar com os filhos dela e ainda o pai tinha prometido que ele comeria caranguejo, que ele adora.

Senti que ele estava muito desesperado com a situação, então tive que encontrar uma maneira de acalmá-lo. Pedi para ele colocar na mão direita os motivos pelo qual ele gostaria de ir para a praia e na mão esquerda os motivos para ir à escola.

Quando ele fez isso, pedi para ele dar um peso de 1 ponto para o motivo forte ou de 1/2 ponto para cada motivo fraco. Os motivos fracos foram classificados como algo que ele poderia fazer em outro momento e os motivos fortes seriam os exclusivos daquele dia.

No final, ele conseguiu perceber que ir à escola era bem mais relevante para ele naquele momento do que ir à praia e respeitei a decisão dele.

Após este episódio que vivenciei, refleti e percebi que tenho que estar mais atenta ao que os outros realmente pensam e não assumir algo e levar como verdade. Acho que posso melhorar minhas atitudes com meus filhos e também com as outras pessoas que convivo.

domingo, 29 de setembro de 2019

Saber pedir desculpas!

Certo dia, estava assistindo a um episódio do seriado coreano One Spring Night, e os personagens presenciaram uma cena, onde o pai brigou com o filho por ele ter sido desobediente. Na cena seguinte, uma senhora falou para o pai, que ele deveria voltar e pedir desculpas, pois a criança não tinha feito por mal e aquilo poderia gerar traumas no futuro. O pai falou que a criança já deveria ter esquecido a briga e que era desnecessário pedir desculpas naquele momento. No entanto, o pai refletiu sobre o que a senhora tinha lhe dito e chegou para criança pedindo desculpas. Realmente, a criança nem lembrava mais o motivo pelo qual o pai pedia desculpas, mas depois que o pai explicou, a criança ficou bem feliz pelas desculpas e disse que seria mais cuidadoso da próxima vez.

Depois deste dia, comecei a observar as atitudes de meu filho mais novo, que tem 3 anos, e como eu reagia a elas (automaticamente). Percebi que muitas vezes eu estava perdendo a paciência, mesmo quando ele, por conta da idade, não tinha como saber se comportar em todas as situações que eu desejava. Dias depois, passei a perguntar para ele o motivo pelo qual tinha agido daquela forma e ele sempre me respondia. Em todas as vezes, ele tinha um motivo especial para não ir passear, por não querer tomar banho, por ter batido no irmão, por chorar desesperadamente no carro, por ter gritado com um amigo, entre outras situações comuns do nosso cotidiano. Desta forma, comecei a entender melhor o comportamento dele e algumas vezes tive que pedir desculpas pelo meu estresse momentâneo, causado pela minha falta de paciência com ele. Ao pedir desculpas, eu ganhei um lindo sorriso, um abraço e, algumas vezes, até mesmo um beijo. Entendi que aquela minha atitude estava deixando ele muito mais leve e com o sentimento de que tinha sido compreendido, todo o estresse dele ia embora, como um passe de mágica.

Uma reflexão que faço hoje, é que criamos hábitos para tudo o que se repete em nossas vidas. Fazemos muitas coisas, no automático, sem pensar bem por que fazemos o que fazemos. Algumas destes hábitos podem ter sido criados por imitação, seja de atitudes de nossos pais ou atitudes de personagens que assistimos em novelas ou filmes. Acho que o ideal seria termos mais consciência de certos hábitos, que não nos fazem bem e podem gerar transtornos aos outros. Com simples atos no dia a dia, podemos ter mais paz internamente e viver em um ambiente muito mais tranquilo.


domingo, 6 de janeiro de 2019

O que representa um filho?

Estava conversando com alguns amigos neste último fim de semana e tentei explicar o que um filho representa para mim.

Com o filho, pude entender um pouco como meu conhecimento foi formado, como os rótulos foram criados e enraizados na minha mente, como eu não entendia nada, como eu pensava que entendia as coisas do mundo, mas não. E perceber que mesmo hoje, adulta, eu não tenho como entender profundamente nada, pois estou em constante aprendizado, assim como quando eu era uma criança.

Filho dá sentido à minha vida, cria novos horizontes e metas. Meu tempo é otimizado para que eu consiga dar conta a tantas atividades e responsabilidades que são criadas diariamente.

Ter filho é renunciar de muitas das coisas que eu gostava de fazer e também do sono. Mas, ao mesmo tempo, pude descobrir novos hobbies e habilidades que eu nem sabia que teria.

Ter filhos me proporcionou ter novos amigos, os pais e mães dos amigos dos meus filhos. Pois, achei que só formaria amigos até o período da escola ou universidade, mas não, hoje em dia ainda estou fazendo amigos e amadurecendo cada vez mais, com novas experiências.

Filho, para mim, é a esperança de viver eternamente. Não sei se terei netos, bisnetos ou tataranetos, mas se isto acontecer, parte dos meus ensinamentos serão passados para as próximas gerações. Isto significa que, hoje, posso formar cidadãos de bem, que com esperança, eles se multiplicarão e serão parte da população da terra no futuro.



Existe o "certo" para cada família?



Observando outras famílias de amigos dos meus filhos, percebi que não existe o certo, existe o que é mais adequado para cada família.

Por exemplo, alguns dizem, o certo é amamentar a criança por 6 meses exclusivamente e o que a mãe que quer seguir esta recomendação deve fazer quando ela não produz leite suficiente para alimentar o filho? Ela vai ter que complementar a alimentação do filho com fórmulas recomendadas pelo pediatra. Isso significa que a família tem que se adequar àquela realidade e fazer o que é melhor para eles.

É importante as pessoas analisarem melhor cada caso, antes de saírem julgando ou ditando o que deve ser feito. Pois, nem sempre o que é bom para uma família será bom para outra.

Esta reflexão se aplica para nós próprios também, já que da mesma forma que para os outros, nem sempre é bom algo que foi bom para gente, o contrário também é verdade. Então, vamos ter mais cuidado antes de tentar seguir a recomendação ou senso comum a risca, pois nem sempre será o melhor para gente.

Liberte-se de paradigmas prontos e receitas de bolo e viva sua vida da melhor forma possível para você e não para os outros.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Dica: Tudo Orna para mamães empreendedoras!

Por acaso descobri um blog de três irmãs empreendedoras, que me inspiraram muito, se chama Tudo Orna. Assisti um Workshop de 3 aulas e foi excelente! O que mais me surpreendeu foi perceber que elas falavam de coisas concretas, ou seja, dicas reais que podem ser colocadas em prática!

Não me satisfiz apenas com o Workshop, então fui atrás de toda a produção que elas tinham feito: vlog, blog, instagram, etc. Encontrei o canal no youtube "tudo orna" e quero passar esta dica para vocês mamães empreendedoras, que trabalham em casa e querem colocar seu negócio para frente. Sigam as dicas do Tudo Orna, que acho que vai mudar muito a sua forma de divulgar seu trabalho.

Segue alguns vídeos que achei super relevantes:
 
1. Sobre Empreender | Irmãs Alcantara:

2. Empreendedorismo, dificuldades, como divulgar seu negócio:
3. Como posicionar sua marca nas redes sociais: