segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Decoração de Festa Infantil Feita à Mão


O tema da festa de meu filho foi BoxTrolls, ele assistiu várias vezes o filme e a gente também gostou bastante. Realizando o desejo dele, fizemos juntos todos os detalhes da decoração. A ideia dele foi reciclar o que pudesse para construir os adornos baseados no filme. Fica a dica para vocês mamães de plantão, que não querem gastar muito e vão conseguir fazer uma festa muito legal!


Fazendo o túnel do Boxtrolls
Decoração com caixas de papelão


Bolo "fake" feito com Pasta Americana e papelão do personagem "Fish"

Folhagem secas e garrafas de vidro para dar vida ao tema

Queijo do Tema do Filme representado no Docinho de Leite em Pó

Cupcakes decorados com o rosto dos Boxtrolls feitos com Doce de Leite em pó

Caixa de Papelão com Adesivo em Papel Fotográfico para suporte dos Personalizados

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Será que os filhos serão parecidos?

Dois filhos, duas crianças completamente diferentes. Na aparência se parecem demais, mas na personalidade, são bem diferentes.

Primeiramente, o filho mais novo agora tem a influência completa do irmão mais velho, com isso, ganha rapidamente habilidades que o mais velho demorou muito para fazer. Por exemplo, pular! Com 1,5 anos, meu filho mais novo já consegue dar seus pulinhos, meu outro filho só conseguiu com 2 anos.

Quando estava grávida do segundo, me perguntava se iria ter os mesmo trabalhos novamente, se o bebê seria tão calmo quanto o irmão. Todas estas respostas estão aparecendo dia após dia. Já estou vendo que são crianças bem diferentes e que estão reagindo bem diferente.

As principais diferenças são na alimentação, no que gostam de comer. O carisma é diferente, a coragem de realizar alguma tarefa, as habilidades motoras, a personalidade, a aceitação do "não", a curiosidade. Tudo isto dá para perceber claramente as diferenças entre as crianças. Estou adorando tudo isso, pois temos novidade o tempo todo e é maravilhoso poder viver novamente a vida de outra criança e vê-la crescer.

A rotina independente

Sempre que estamos com problemas com nossos filhos, quando não conseguimos colocar eles para dormir na hora adequada, quando não querem comer, quando não querem fazer a atividade de casa, todos dizem que falta rotina. Sendo que a definição de rotina que me passaram é manter os horários das coisas e fazer tudo igual, todos os dias, para a criança se acostumar.

Comigo isso não funcionou, não conseguia ter uma rotina tão fiel, sempre os mesmo horários. Era muito complicado, pois para nossa família, todos os dias e noites eram diferentes. Tinha dias que recebíamos amigos na nossa casa, outro dia íamos para casa dos avós, outro dia ficávamos em casa, outro dia assistíamos um filme. Com isso, não existia um horário fixo para as coisas acontecerem. Não entendia como as outras mães conseguiam manter a mesma rotina todos os dias.

Além disso, eu estava muito feliz em não ter aquela rotina pré-determinada, a gente estava livre para fazer o que tinha vontade, no momento que acontecia. Mas, claro, tínhamos problemas quando precisávamos colocar nosso filho para dormir, para comer, etc.

Foi então, que pensei, se o horário para nossa família não é fixo, o que poderíamos manter fixo, para criarmos uma rotina? A resposta foi, a rotina. Desta forma, fizemos rotinas pré-definidas para cada cenário que precisávamos realizar (comer, dormir, tomar banho, atividade, etc)

Assim, independente do horário e do local que estávamos, nós fazíamos o mesmo procedimento para realizar cada tarefa. Sempre começava de um jeito, que era o Ativador da rotina e terminava do mesmo jeito, que era o Finalizador da rotina.

Para ficar mais claro, montamos 7 passos para a rotina de dormir:
  1. Escovar os dentes (Ativador)
  2. Tomar banho
  3. Vestir o pijama
  4. Rezar
  5. Dar boa  noite
  6. Contar histótia
  7. Dormir (Finalizador)
Então, mesmo que a gente estivesse na casa de algum parente, quando meu filho escovava os dentes, o próximo passo ele já sabia, até que no final dormia.

Nossa rotina de dormir começou bem extensa, tinha uns 11 passos, depois fomos diminuindo.

Influências e tendências na nossa criação

Por que a gente reage tão rápido a um determinado acontecimento? Por exemplo, se alguém chega para você e diz que seu filho foi mordido por outra criança. Rapidamente vem um pensamento de raiva e indignação sobre aquele acontecimento, várias frases prontas vem a mente.

E se no momento seguinte a frase é invertida, a pessoa se confundiu, e na verdade seu filho mordeu outra criança. Neste exato momento, nossa mente tenta proteger nosso filho, fica sem acreditar e vai procurar o filho para saber porque ele fez isso. Queremos acreditar que nosso filho é inocente e que teve um motivo real para ter feito aquele ato.

Se pensarmos bem, nós temos reações prontas para vários cenários em nossas vidas. Este cenários são construídos a partir de tudo que vivemos. Até mesmo coisas que presenciamos, assistimos em desenhos, filmes, novelas ou noticiários. Quando algo vier automaticamente em sua mente, tenta respirar, pensar melhor e analisar a situação, para ver se merece aquela reação automática.

Deste modo, podemos ficar mais atentos ao que nossos filhos são expostos, aos costumes que eles estão adquirindo na escola, nos desenhos, nos amigos. Claro que não podemos controlar tudo, até porque isto faz parte da vida deles. Mas, podemos sim ficar atentos e orientar melhor nossos filhos, para que eles consigam agir adequadamente nos diferentes cenários.

Será que é possível ter autoridade com amor?

A resposta está sendo Sim! No momento meu filho mais velho tem 6 anos e até o momento não precisamos bater nele. Alguns dizem que meu filho é comportado, que temos sorte, por isso não dá para tê-lo como referência.

Nossa estratégia é conversar sempre, explicar o que é bom e o que é ruim. Algumas explicações são mais curtas e outras mais completas. Claro que tem momentos que ficamos nervosos e aumentamos a voz, afinal, somos normais, então ele percebe que não fez coisa boa e tenta refletir sobre seus atos.

O ensinamento mais importante que considero é o respeito. Respeitar a si próprio, para conseguir respeitar o próximo. Não deixar que a violência seja pretesto para consertar algo ruim.

Que exemplo podemos dar para nossos filhos? É esta a base para ele, imitam tudo que vêem. Então, como posso exigir que ele não bata no irmão, no primo ou no amigo, se eu mesma já tivesse batido nele? Que lógica é essa? Só porque hoje sou um ser humano que nasceu 30 anos antes dele, posso bater nele? Para mim não faz sentido, daqui a 20 anos, seremos dois adultos olhando olho no olho e nos questionaremos o que fizemos no passado. No meu passado não quero este arrependimento.

O que é o tempo afinal? Para mim, o tempo passa rápido em alguns aspectos e lento em outros. Consigo lembrar facilmente da minha infância, na minha casa, morando com meus pais. Naquela época parecia que aquela seria minha realidade para sempre, parecia que eu sempre iria morar com aquela família.

Hoje vivo com meu esposo e filhos. Pensando novamente que esta será uma realidade eterna. Mas, é este o nosso problema, nos acomodamos e pensamos que o tempo não passa, que as coisas não vão mudar.

Hoje sou mãe, ontem fui filha e amanhã serei avó, espero que sim! O legado de viver com Amor é o que quero deixar para meus sucessores. Se eles existirem, eles serão milhares, que povoarão este universo. Quem sabe, lá, estarei presente, neste simples gesto que faço agora. Pois, se existe algo, ele é o agora, o passado e o futuro, não sei, são só reflexos do que faço.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Como fazer uma criança se concentrar?

Primeira coisa é tirando as distrações. Geralmente, no momento das refeições, quando meu filho tinha 2 e 3 anos, ele já conseguia comer sozinho (parcialmente), nós comíamos na mesa da sala de jantar, todos juntos, conforme manda o figurino.

No entanto, a nossa mesa fica no mesmo ambiente da sala de estar com a televisão e de frente ao corredor de acesso aos quartos (onde ficam os brinquedos). Resultado, demorava uma eternidade para meu filho comer, a todo instante uma nova distração. Nós tentávamos ficar na mesa até o final da refeição dele, mesmo quando já tínhamos terminado, só para ele não pensar que podia sair da mesa. Mas, nada funcionava, sempre se distraía!

Até que um dia percebi que na casa de sua avó, onde a mesa fica na cozinha, ele se concentrava bastante e comia rapidinho junto com os primos. Resolvi fazer o teste na minha casa. A partir deste dia, as refeições da família começaram a serem feitas na mesinha da cozinha, bem apertada, mas bem funcional.

Na cozinha não havia muitos atrativos para meu filho, então agregando ao fato de ele já ter 4 anos de idade, ele já tinha mais habilidade para comer sozinho, comer na cozinha foi a solução. Atualmente, ele está com 5 anos e neste último ano tem melhorado bastante a rotina de alimentação do meu filho. Claro que de vez em quando acontece algum evento fora da cozinha que chama a atenção dele, mas  é mais difícil, com isso ele está comendo muito mais concentrado.

Tentamos aplicar a mesma ideia de concentração no momento de fazer a tarefa de casa, assim nós colocamos todos os dias, ele sempre no mesmo local para fazer as atividades. Antes a gente ficava mudando de ambiente, ele se distraía muito e demorava demais para fazer a tarefa.

Tem criança na cozinha
DICA:
Faz poucos dias, comprei um livro de culinária para ele. Vou tentar ver se ele se interessa por outros alimentos, à medida que ele for preparando. O livro se chama "Tem criança na cozinha: Culinária Divertida". Geralmente a gente faz biscoitos amanteigados, bolos e cuscuz juntos e ele gosta bastante.

Sobre o Livro (17/04/2017):
Faz quase 1 mês que comprei este livro, fiz 4 receitas com meu filho, o que percebi que as receitas são fáceis de fazer, no entanto, há alguns erros no modo de preparar e está faltando alguns ingredientes de algumas receitas, então é bom ficar atento. No mais, as receitas são realmente gostosas e meu filho está bem mais interessado nos alimentos que come, gostei bastante!

Vejam o resultado de algumas receitas que preparamos:
Receita de Batata Rosti
Receita de Charutos de Alface







sexta-feira, 10 de março de 2017

Como ensinar o não?

Um bebê de 6 meses, começando a engatinhar, começa a explorar a sua casa e tudo o que está ao seu redor. De repente encontra um objeto proibido e todos olham para a criança e dizem: Não!

O que se passa na mente daquele bebê? Aos poucos, ele percebe que sempre que se aproxima daquele mesmo lugar, o "não" aparece. Então, o bebê começa a identificar padrões e depois de alguns meses, antes mesmo de tocar o objeto proibido, procura pelos olhos do cuidador, para saber se está observando seus atos e então já espera pelo "não".

Alguns meses depois, até um sorriso pode aparecer antes de ele tocar no objeto proibido, muitas vezes a tentação é grande e ele faz o possível para tocá-lo.

Esse sorriso que o bebê faz, muitas vezes é interpretado por um adulto como sendo algo sarcástico, mas na verdade não é. Ele ainda não sabe nem o que é isso. Então, nada de ficar tirando conclusões sobre a personalidade da criança e criando rótulos.

Quando a criança já compreende a linguagem e o "não" já é familiar, muitas vezes por pressa, os pais evitam justificar o motivo pelo qual a criança não pode fazer algo, com respostas simples: Porque não! Porque eu não quero! Porque não pode! Assim, provavelmente, estas respostas vão fazer com que os problemas sejam recorrentes, pois não fica claro para a criança o porquê do não.

Uma forma que eu utilizo bastante é tentar sempre explicar de forma simplificada, os motivos pelos quais eu não quero que ela faça uma determinada ação. Sempre tento dar um exemplo sobre algo que ela compreende e geralmente o "não" é bem aceito.

"Uma vez meu filho chegou da escola falando que um amigo dele havia chamado ele de 'abóbora'. Então, eu precisei explicar a ele que uma coisa não pode ser outra coisa. Por exemplo, mostrei para ele a porta da sala e perguntei se aquela porta poderia ser uma borboleta, neste momento ele riu e disse claro que não, a porta não voa, mas a borboleta voa. No dia seguinte, ele explicou para o amigo que ele não podia ser uma abóbora, pois ele não um vegetal. Então, as coisas se resolveram."

"Outra vez meu filho quis ir para a piscina sem a boia de proteção, tentei várias vezes explicar para ele porque eu não deixava ele entrar sem a boia, mas ele insistia. Até que ele precisou de uma prova de que o que eu estava falando era verdade. Então, entrei com ele na piscina e por um instante ele pediu para eu soltá-lo e em seguida segurei ele rapidamente. Resultado, teve que engolir um pouco de água para perceber que eu estava só querendo protegê-lo. A partir deste dia, não houve mais discussões se ele iria ou não usar a boia."
Naturalmente, haverá situações que não vamos conseguir explicar, pois há coisas que são complexas para a criança entender dependendo da idade dela. Mas, é sempre bom se esforçar para tentar mostrar o porquê das coisas, assim a criança vai criando confiança nos pais.